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Pivetta espera Mauro, mas já trabalha pré-candidatura ao Governo de MT

POLÍTICA | 04/05/2018 08h 21min

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT) confirmou que será candidato ao Governo do Estado caso o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), não consolide sua pré-candidatura. O grupo político de ambos aguarda a resposta de Mauro, considerado “unanimidade”, que alega problemas empresariais para não confirmar a pré-candidatura.

O prazo dado pelo ex-prefeito de Cuiabá é 20 de maio. Alguns aliados tem pressa e já tratam Pivetta como o “plano B” para a disputa ao Palácio Paiaguas. O ex-prefeito de Lucas, que passou a fazer críticas contundentes ao governador Pedro Taques (PSDB), admite entrar na disputa.

“Me apresento como pré-candidato. Não estou como o Mauro, que está precisando de um tempo para resolver problemas pessoais. Eu não tenho problema nenhum em apoiá-lo ou ajudá-lo na eleição. Se ele sair como candidato a governador eu apoio”, disse Pivetta.

Pivetta colocou que, caso seja candidato, pretende apresentar muito daquilo que executou durante 3 mandatos em Lucas do Rio Verde. Ele destacou que a cidade foi considerada “modelo” durante sua gestão.

Um dos setores que se “orgulha” é a Educação. Ele pontuou que, mesmo com pouco dinheiro, conseguiu melhorar os índices educacionais na cidade. “O que fizemos em Lucas foi isso: escolas com ginásio de esportes, piscina semiolímpica, refeitórios e cozinhas semiindustriais, merendeiras treinadas permanentemente por nutricionistas. No início de meu mandato, vi crianças depredando escolas, porque a escola maltratava a criança. Isso em Lucas acabou. Educação foi definida como prioridade”, afirmou.

Segundo Pivetta, o gasto por aluno por ano era de cerca de R$ 6 mil. No Estado, o gasto é de R$ 7 mil e os índices são “muito piores”, o que comprova que o governo tem gastado mal o dinheiro. “Todas as avaliações que temos (Prova Brasil, Ideb…) mostram Mato Grosso entre os piores Estados do Brasil. A escola é ruim, a ambiência é ruim. É preciso ter ambiência, alimentação adequada, nutrição das crianças, professores motivados e, especialmente, a escola tem que ser um lugar atrativo, onde crianças e jovens se sintam bem”, disse.

Na saúde, propõe passar a gestão dos hospitais para consórcios de saúde regionalizados. O modelo, segundo ele, foi proposto pelo atual governador em campanha, mas não foi colocado em prática. “Muito daquilo que levamos a população em 2014, ele não executou. Frustrou todos que o ajudaram”, disse, numa crítica ao governador Pedro Taques.

Pivetta também comentou sobre uma polêmica que surgiu com o manifesto divulgado na última semana, onde 31 ex-aliados anunciaram que não vão apoiar a reeleição do governador Pedro Taques. O ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, afirma que não assinou o documento, apesar de seu nome constar na lista.

Segundo Pivetta, o grupo tentou contato com Percival para informar seu manifesto, mas ele “estavam sem sinal de celular”.

“Foi consultado via What’s App. O Percival estava lá no Araguaia, fora de área. E ele não respondeu. Eu não estava no comando do manifesto. Eu busquei assinaturas de umas oito ou dez pessoas que são da minha região”, relatou.

No entanto, Pivetta afirmou que o ex-prefeito de Rondonópolis não foi “contra nem a favor” do manifesto, mas disse que Percival Muniz é um “companheiro”, indicando que ele ainda pertence ao grupo político que elaborou o documento. “Ele não era contra nem a favor. Ele é companheiro na nossa luta e está disposto a ficar do nosso lado. Percival é um desses líderes. Ele ajudou a compor isso aí”, garante.

O manifesto do qual Pivetta se refere é intitulado como “Porque não apoiaremos a reeleição de Pedro Taques em 2018”, foi publicado no dia 24 de abril de 2018 e contou com a adesão de lideranças políticas como a ex-secretária de Transparência e Combate a Corrupção, Adriana Vandoni, um dos coordenadores da campanha de Taques em 2014, e ex-vice prefeito da Capital, Mauro Mendes (DEM), do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), além do deputado estadual Zeca Viana (PDT).

Também assinam a lista nomes como o do ex-secretário de Estado de Cidades (Secid-MT), Eduardo Chilleto, o ex-presidente da Ager, que deixou o cargo recentemente, Eduardo Moura, o ex-secretário de Saúde (SES-MT), João Batista Pereira da Silva, e outros. O documento aponta supostos erros na gestão Taques, entre eles, o “salto” dos restos a pagar (dívida pública) do orçamento estadual – que de acordo com o documento era de R$ 800 milhões em 2014.

Fonte:   FolhaMax

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