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Ministério da Saúde diz não a transferência do Posto Central para o prédio da UPA

GERAL | 06/10/2017 10h 21min

“Ou abre a UPA, ou devolve o recurso para o governo federal”, essa, segundo o presidente da Câmara de Lucas do Rio Verde, vereador Mano (PDT) foi a resposta do Ministério da Saúde, a solicitação do município.

Na tarde desta quarta-feira (04), representantes do Legislativo e Executivo estiveram em Brasília solicitando a autorização de transferência do Posto Central para o prédio da UPA 24 Horas.

“Fomos ao Ministério da Saúde apresentar as nossas dificuldades e mostrar que a melhor solução para que o prédio da UPA não continue fechado, é transferir o Posto Central para o local”, ressaltou Mano.

A estrutura da Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas foi entregue no fim de 2016 e devido ao alto custo de manutenção, ainda não foi aberta. São necessários, aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Jean Machado, a falta de recursos para custear a unidade, funcionando 24 horas por dia, não é um problemaexclusivo de Lucas do Rio Verde

“Somente em Mato Grosso, são 17 municípios com unidades fechadas. No Brasil, são aproximadamente 160 UPAs, que nunca foram colocadas em funcionamento.”

A reunião em Brasília foi realizada na Coordenadoria Geral de Urgência e Emergência. Participaram também do encontro, os vereadores, Marcos Paulista (PTB) e professora Cristiani Dias (PT).

Para o presidente da Câmara, apesar dos argumentos técnicos apresentados no Ministério da Saúde, a abertura da unidade, de acordo com a realidade de cada município, depende de vontade política.

“Conversamos com o senador Wellington Fagundes, que se comprometeu em agendar uma audiência com o ministro da Saúde, para que possamos discutir o problema diretamente com ele.”

A UPA de Lucas do Rio Verde é do tipo I, destinada a municípios com população entre 50 mil e 100 mil.

A unidade possui aproximadamente mil metros quadrados, dividida em alas de recepção, emergência, classificação de risco, leitos de observação, exames e centro de imagens. Foram investidos R$ 2.7 milhões.

Ascom/Marcello Paulino

Fonte:   ASSESSORIA