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EMPRESÁRIO CORTA 'CERVEJINHA DIÁRIA' E ECONOMIZA R$ 14 MIL EM 8 MESES

Fique por dentro! | 23/12/2017 13h 46min

Depois de já ter gastado até R$ 400 em uma só noite com bebidas, o empresário de Suzano Nailton Azevedo da Silva, de 42 anos, resolveu mudar de vida em 2017. Ele parou de beber e guardou em um "cofrinho tamanho família" toda a quantia que gastaria com a "cervejinha diária".

Em oito meses, juntou R$ 14 mil e agora pretende guardar o dinheiro para a faculdade do filho, de 16 anos.

O empresário, que é dono de uma frota de táxi, disse que o hábito de beber começou há 17 anos.

“Todo dia eu tomava uma cervejinha. Era de segunda a segunda. Eu parava em uma padaria perto de casa e nessa ia R$ 100, R$ 200, R$ 300 até R$ 400 eu já gastei. Quando você tem dinheiro no bolso para pagar cerveja, aparece um monte de amigos.”

Ao trocar o contato da família pelos "amigos" que conheceu entre uma garrafa e outra, ele disse que ouvia muitas reclamações da esposa, com quem está casado há 21 anos.

"Minha esposa foi uma heroína por me aguentar esse tempo todo. Eu chegava tarde, minha mulher me questionava e não adianta mentir porque mulher sabe, sente o cheiro da bebida.

Após ter "largado a bebedeira", como ele mesmo diz, Nailton lista com orgulho as coisas boas que lhe aconteceram: "Você melhora a sua saúde, você melhora a sua vida dentro de casa com a família e você sabe quem é seu amigo e quem não é. Algumas pessoas se afastaram de mim. Foi muito bom deixar de beber e de ir para o bar porque agora eu presto mais atenção na minha família."

Ao tomar a decisão, o empresário ainda contou com a ajuda da esposa, que largou o vício do cigarro há dois anos, e afirma que não sente falta das cervejas. Para aumentar a poupança que foi criando no cofrinho, Nailton também disse que cortou alguns gastos que, hoje, considera como desnecessários.

Em média, Nailton deixava R$ 3 mil por mês nos bares e padarias. Para receber toda essa quantia, multiplicada pelos oito meses de economia, o cofrinho escolhido precisava ser diferente. Por isso, ele resolveu improvisar e usou um galão de água de 20 litros para guardar suas economias.

O cofre foi aberto no último dia 4 e, para contar todas as moedas e notas, foram necessárias 3 horas. A mulher, o filho e um sobrinho tiveram que ajudar na contagem.

A brincadeira repercutiu em toda família que organizou um "bolão" para tentar adivinhar qual quantia estava dentro do galão. Quem chegasse mais próximo ganharia R$ 50 do montante. "No final, foi a minha esposa que acertou. Ela chutou R$ 13 mil e alguma coisa", afirma.

 

 

 

Fonte:   REPRODUÇÃO.